Friday, June 23, 2006

INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

Primeiramente, iremos esboçar o ambiente da sala de aula onde ficamos durante a Prática Educativa III, e discorrer, principalmente, pela interação entre professor e aluno, aspecto esse que mais nos marcou. Esta interação, inclusive, foi tema de nosso painel.
É necessário destacar, que essa interação professor/aluno se constitui em uma relação extremamente complexa, que envolve interesses e intenções nem sempre explicitados e que essa análise se constitui apenas em uma impressão captada do real.
A turma observada possui 33 crianças de 9 a 10 anos que expõem suas idéias de forma espontânea e expressam seus sentimentos e perguntas com grande liberdade dada pela professora. E esta atua como orientadora das ações pedagógicas dentro do universo dos alunos, e é quem sempre procura a integração através da amizade.
Nessa turma, é evidente que a professora não se coloca como detentora de todo saber, permitindo que as crianças formulem hipóteses e descubram por si mesmas a solução das questões colocadas. Essa relação caracteriza-se como uma interação de empatia, pois a professora ouve, estimula a criatividade e brinca com os alunos. O aprendizado, afinal, não é apenas a aquisição de conteúdos simplesmente repassados pelo professor, tudo é um processo de construção e reconstrução. Os sujeitos ensinam ao mesmo tempo em que aprendem e aprendem ao mesmo tempo em que ensinam.
É necessário destacar também, que nem sempre o aluno se apresenta disposto a aprender, encarando a educação como mera obrigação. Surge aí uma importante atuação do professor, que é despertar a curiosidade do aluno sobre o “aprender”, considerando que cada criança traz consigo conhecimentos adquiridos com a vida.
Percebemos que a influência do professor em sala de aula ocorre principalmente por sua atitude frente aos alunos, que é em parte determinada pela carga teórica que ele traz. Pois, como explica Paulo Freire (1996), “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”. Portanto, é também através de atitudes, expressão do corpo, que alunos e professores se interagem, construindo conhecimentos numa via de mão dupla.

SIRLENE E PRISCILA

Bibliografia:
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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