O encontro do dia 19/05 na escola contou com a participação de quatro depoimentos. Foram depoimentos que deram uma noção geral das fuções que cada um deles/as, os/as depoentes, desempenham no ambiente escolar.
Quem primeiro se sentou para relatar suas expêriencias na escola foi um dos coordenadores pedagígicos do turno da manhã, que está há seis anos na escola. Esse coordenador é formado em Geografia, mas atualmente não está sala de aula. Como coordenador, sua função é basicamente ser um mediador entre a direção e os alunos. Pelo que pudemos observar há no seu fazer a intenção de dar funcionalidade às regras de organização do espaço escolar.
Ele nos falou sobre os problemas de sua função, a saber:
- Dar conta de manter a disciplina na escola.
- Pais na escola nem sempre é sinônimo de resolução dos problemas, às vezes é necessario suspender o aluno. Mas sobre o objetivo da suspensão não se falou...
- Ele disse que às vezes não se sente coordenador pedagógico, pois a parte pedagoógica fica prejudicada por tantas outras demandas, principalmente os problemas de disciplina.
Ele trabalha, também, no Projeto "Tempo Integral". Sobre isso ele disse que o trabalho está começando. O Projeto atenderá sessenta crianças, mas atualmente estão participando apenas treze e isso ocorre porque a escola está passando por reformas, o que comprometem o desenvolvimento do projeto.
O relato da diretora, que está há vinte e cinco anos nesta escola, foi intessante. Ela falou bastante sobre si mesma, sobre seu início como docente, métodos, técnicas docentes e concepções sobre os tipos de alunos existentes na época. Chamou-nos muita atenção esse útimo item. A noção e concepção acerca dos alunos. "existiam os alunos mais normais e os menos treináveis".
Segundo o que ela nos expos sua chegada à direção se deu mais pelos outros que por ela mesma, pois sua trajetória parece ter sido marcada por muitos contatos e amizades. Sua direção se faz ver, para nós, um tanto quanto leigos em gestão administrativa de escolas, principalmente pela quantidade de projetos existentes e pelos melhoramentos que vêm sendo feitos na estrutura física.
O relato do vice- diretor foi conciso, porém consistente. Antes de assumir a vice- direção da escola ele disse que exerceu a docência lecionando Geográfia e passou também pela coordenação pedagógica e por isso tem muita noção das múltiplas faces da escola. Ele ponderou que uma das suas funções na administração da escola é chamar a diretora à razão, pois segundo ele há muita ousadia em tudo o que ela propõe, e isso ele apóia, mas prefere ter os pés no chão. Pudemos observar que essa parceria tem dado importantes frutos para a instituição. Segundo ele " eu sou a razão e ela é a emoção". Nos parece que essa dobradinha talvez se repetirá na próxima gestão, pois como já assinalamos a movimentação política é algo presente no cotidiano da escola.
O último relato foi feito por uma ex-aluna que hoje trabalha junto a direção na condição de funcionária terceirizada. Seu relato deixou transparecer muito prazer em trabalhar nesta escola e principalmente por poder se privar de compartilhar com a atual gestão as bem feitorias que tem sido implementadas. Se referindo a diretora ela disse:"onde a (nome da diretora) estiver e vou estar tamém".
Desse último encontro, que encerrou o ciclo de relatos sobre a História da escola, mas não a prática educativa, fica um sentimento de que a escola é isso tudo que a gente viu, isto é, um espaço múltiplo, de múltiplas facetas, integrado por seres bastante diversos e singulares, um espaço de conflitos, de disseminação de ideologias, tendências, concepções e ainda um lugar para ser, como disse Paulo Freire, FELIZ.
Fica um sentimento de que se se lutar e trabalhar é possivel transformar, construir, fazer e refazer.
Parabenizamos todo o corpo escolar pelo trabalho desenvolvido, pelas tentativas nítidas de fazer do espaço escolar um lugar bom pra se estar.
Por tudo o que nos foi oferecido e propiciado temos tão somete que dizer:
MUITO OBRIGADO!!!
Um abrço!
kelly